Um projeto capitalista
a desuniversalização da saúde coletiva e a incidência do estado sobre os sujeitos
DOI:
https://doi.org/10.14295/2764-4979-RC_CR.2023.v3.61Palavras-chave:
Crise do capital, Saúde pública, Economia, Desuniversalização, GerencialismoResumo
A crise do capitalismo contemporâneo tem sua natureza em duas instâncias: a lei marxiana da queda tendencial da taxa de lucro e o predomínio do capital portador de juros. Compreender esse fato, torna-se fundamental para avançarmos na análise do impacto significativo desta crise sobre a saúde pública universal no contexto brasileiro, e, para além, de como esta crise também recai sobre os sujeitos. Objetiva-se analisar e compreender a desuniversalização da saúde coletiva como resultado de um projeto sócio-político-econômico capitalista. Para tanto, foi realizada uma breve revisão bibliográfica dos artigos que abordam a interseção das áreas de Saúde Coletiva, Política e Economia. Identificou-se que essa busca pela ampliação do lucro se manifesta através da desuniversalização da saúde no âmbito do financiamento do Sistema Único de Saúde – SUS – e por meio da tese de Sílvio Almeida também foi possível evidenciar a incidência e a negligência do Estado capitalista sobre sujeitos considerados não rentáveis para o capital.
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